Resultados da Reunião do SIPE com MECI, 2 de março

Júlia Azevedo destacou duas garantias primordiais:

O vínculo dos professores e educadores será sempre com o Ministério da Educação.

A colocação dos professores em todos os momentos do concurso será feita exclusivamente por graduação profissional.

 

1. Garantias Fundamentais, conseguidas pelo SIPE
Júlia Azevedo destacou duas garantias primordiais que, embora não estejam plasmadas na proposta do diploma do Estatuto da Carreira Docente (ECD), foram registadas em ata, o que confere segurança aos docentes:
Vínculo com o Ministério: O vínculo dos professores e educadores será sempre com o Ministério da Educação e não com qualquer outra entidade.

Graduação Profissional: A colocação dos professores em todos os momentos do concurso será feita exclusivamente por graduação profissional, um ponto que o SIPE considera inalienável.

2. Divergências no Período Experimental
O SIPE manifestou um desacordo profundo quanto às condições para a dispensa do período experimental:
A proposta do MECI: Exige 730 dias (2 anos) num período de 5 anos.
A crítica do SIPE: Júlia Azevedo explicou que muitos docentes vivem numa situação de precariedade, "tapando buracos" com contratos curtos (ex.: 30 dias) ou horários incompletos que dificultam a contabilização destes dias no prazo de 5 anos.
Contraproposta: O sindicato propõe baixar a exigência para 365 dias nos últimos 5 anos ou, em alternativa, manter os 730 dias mas retirar o limite temporal de 5 anos.

3. A Rede de Profissionalização
Existe uma preocupação séria com os docentes que têm 3 anos para obter a profissionalização. O SIPE alerta que:
Não existe atualmente uma rede de profissionalização capaz de dar resposta em todo o país (interior, litoral, Alentejo, etc.).
O sindicato exige que o Ministério garanta as vagas necessárias, para que um docente não seja prejudicado após dar 3 anos de serviço por um motivo que não lhe é imputável.


4. Postura Sindical e Incidente com o STOP
Questionada sobre o afastamento do sindicato STOP das negociações devido a protestos à porta do Ministério, Júlia Azevedo foi clara:


Considera legítimo que qualquer força sindical utilize a pressão e a manifestação quando sente que os direitos não estão a ser respeitados.

 

Afirmou que, no entendimento do SIPE, a realização de um plenário ou manifestação à porta não é impeditiva da reunião negocial.

 

Ressalvou que o SIPE tem optado por uma via de acordos, destacando conquistas como a recuperação do tempo de serviço, o subsídio de deslocação até 500 euros e a criminalização da agressão a professores.

5. Expectativas Futuras
O SIPE espera que a versão do documento a ser enviada pelo Ministério no dia seguinte já esteja muito próxima do projeto final, reconhecendo que houve aproximações significativas, embora ainda existam questões pendentes que poderão exigir novas reuniões de clarificação.

 


 

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RTP Notícias

 

Em comparação com a proposta inicial, discutida há duas semanas, o executivo introduz também a dispensa do período experimental para professores com, pelo menos, 730 dias de tempo de serviço. Júlia Azevedo elogiou a garantia da graduação profissional como único critério de seriação, mas considerou insuficiente a proposta referente ao período probatório.

 

Público

 

O mesmo entendimento tem o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE). "Neste momento nós sabemos que não se consegue dar vazão à profissionalização. Uma coisa tem de ficar clara: um professor ou um candidato a professor não pode estar a dar três anos da sua vida após a formação científica e no fim não ter esse acesso à profissionalização. Se o motivo não for imputável ao próprio, acho que tem de haver uma garantia do ministério que consegue profissionalizar aquele docente. E isso não ficou garantido", frisou a presidente do SIPE, Júlia Azevedo

 

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